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Quadros

BIOGRAFIA:

Especialista em História da Arte Moderna e Contemporânea - Escola  de Música e Belas Artes do Paraná / 2007

Bacharel em Letras – Faculdade  Anhembi/Morumbi – São Paulo / SP / 1991

Licenciamento em Letras – Faculdade Anhembi/Morumbi – São Paulo / SP / 1991

Workshop e Viagem Cultural do Centro de Arte Contemporânea Edilson Viriato em Berlim, Colônia, Praga, Amsterdã e Viena (2007) e Argentina (2006)

CACEV - Centro de Arte Contemporânea Edilson Viriato - Curitiba/PR / 2008

Ateliê Livre de Arte Contemporânea Edilson Viriato – Curitiba/PR- 2006/2008

"Katia Velo não transita entre a pintura figurativa e a abstrata por acaso. Nem passa por várias técnicas, como a fotografia, também por acaso. Há uma vontade artística explicita que a faz superar os limites dos suportes, com o objetivo de satisfazer suas necessidades de expressão, que já foi definida, pela própria artista, como catarse, no sentido clássico. A palavra grega catharsis significa purificação ou purgação. Aristóteles a usou para explicar o efeito que a tragédia provocava no espectador. Freud a usou, no início da psicanálise, para definir a libertação dos afetos reprimidos. Para ambos, porém, a catarse representa um caminho. A tragédia, para Aristóteles, possibilita a purificação das paixões. Para o jovem Freud, a psicanálise possibilita que os sentimentos represados encontrem um caminho para a descarga por vias normais. A arte, neste sentido, tem para Katia Velo um sentido tanto de purgação (uma ocasião para exprimir algo), quanto de purificação (uma ocasião para eliminar as impurezas). Os sentidos, obviamente, são idênticos. A arte é o caminho que escolheu para, segundo suas palavras, expressar seus sentimentos. No entanto, apenas o caminho catártico não basta para essa artista preocupada também com aspectos práticos e técnicos de sua obra. Assim, a forma que escolheu para se expressar, mesmo sendo subjetiva, pretende também alcançar um sentido universal. Estas são suas palavras.

Preocupada, então, com o rigor técnico de sua arte, Katia Velo é uma pesquisadora incansável. Por um lado, há suas preocupações catárticas, por outro, há a artista que dá o título de “Kandinsky” há um de seus trabalhos. É clara a referência a um dos pioneiros da arte abstrata. Nesse caso, sua obra torna-se gestual, quando é possível ver o fazer artístico, os gestos, as pinceladas, momento no qual o corpo da artista torna-se quase explícito. No entanto, Katia Velo passa também pela figura, que nesse caso, tem como precedente o respeito ao homem, àquele que sente, age e constrói o mundo. Por isso suas figuras têm linhas fortes, pois parecem querer marcar os traços das personagens."

João Coviello
Mestre em Filosofia

Especialista em História da Arte pela PUC-PR.



 
 
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